"Quem acredita sempre alcança, nunca deixe que digam que não vale a pena acreditar nos sonhos que se tem ou que seus planos nunca vão dar certo, ou que você nunca vai ser alguém."

terça-feira, 1 de abril de 2014

Hoje vamos conversar sobre um tema que está dando o que falar, a relação do tema com a Liga Acadêmica de Medicina Tropical não é muito, mas a nossa função como acadêmicos de medicina e divulgadores das noticias ligadas a saúde, então vamos ao trabalho conversar um pouquinho sobre o HPV e a vacinação:

1. Como funcionará a vacinação contra o HPV no SUS?
Em 2014, o Ministério da Saúde incluiu a vacina contra o HPV no Calendário Nacional de Vacinação e ela será fornecida gratuitamente, pelo Sistema Único de Saúde, a meninas de 11 a 13 anos. O Ministério da Saúde recomenda que a primeira dose (de um total de três) seja aplicada nas escolas publicas e privadas que aderiram à estratégia a partir de 10 de março. A vacina também estará disponível nas 36 mil salas de vacina da rede pública de saúde durante todo o ano.
2. Quem deve tomar a vacina?
Em 2014, a população alvo da vacina contra o HPV será composta por meninas de 11 a 13 anos. Em 2015, serão vacinadas as adolescentes de 9 a 11 anos e, a partir de 2016, serão vacinadas as meninas que completam 9 anos de idade. Com isso, o Brasil, em apenas dois anos, protegerá as meninas de 9 a 13 anos – faixa etária que melhor se beneficia da proteção da vacina. No caso da população indígena, serão vacinadas meninas de 9 a 13 anos em 2014 e de 9 anos de idade a partir de 2015.
3. Por que o Ministério da Saúde incluiu a vacina contra o HPV no Calendário Nacional de Vacinação?
O vírus HPV é a principal causa do câncer do colo de útero, o terceiro tipo mais frequente entre as mulheres, atrás apenas do câncer de mama e de cólon e reto. Por isso, a incorporação da vacina no calendário nacional tem o objetivo de prevenir o câncer de colo do útero. Com a introdução da vacina no SUS, espera-se a redução da incidência e da mortalidade por esta doença. Estima-se que 270 mil mulheres, no mundo, morrem devido ao câncer de colo do útero. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) estima o surgimento de 15 mil novos casos e cerca de 4,8 mil óbitos em 2014. Com a vacinação, também será possível a prevenção de verrugas genitais e outros tipos de câncer induzidos pelo HPV.
4. Qual é a meta de vacinação para 2014?
A meta é vacinar pelo menos 80% do grupo alvo, formado por 5,2 milhões de meninas na faixa etária de 11 a 13 anos em 2014. Com uma alta cobertura vacinal ocorre uma “imunidade coletiva ou de rebanho”, ou seja, há a possibilidade de redução da transmissão mesmo entre as pessoas não vacinadas.
5. Por que o Ministério da Saúde estabeleceu a faixa etária de 9 a 13 anos?
A vacina adotada no SUS – chamada de quadrivalente - é altamente eficaz contra os tipos de HPV 6, 11, 16 e 18, sendo que os tipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero em todo mundo. A idade mais favorável à vacinação é a faixa etária entre 9 a 13 anos porque é neste período que a vacina garante maior proteção, já que as adolescentes não iniciaram a vida sexual, e, por isso, não estiveram expostas ao vírus.

6. Por que o Ministério da Saúde não incluiu os meninos na estratégia de vacinação?

Como o objetivo desta estratégia de vacinação é reduzir casos e mortes ocasionados pelo câncer de colo do útero, a vacinação será restrita ao sexo feminino. Estudos comprovam que os meninos passam a ser protegidos indiretamente com a vacinação no grupo feminino (imunidade coletiva), havendo drástica redução na transmissão de verrugas genitais entre homens após a implantação da vacina contra o HPV como estratégia de saúde pública.
7. Como o Ministério da Saúde irá sensibilizar os pais sobre a importância de vacinar suas filhas contra o HPV?
Os pais serão informados a partir de materiais informativos distribuídos pelo Ministério da Saúde, assim como as adolescentes e profissionais de saúde e educação. Esses materiais esclarecem os objetivos da vacinação e a sua relevância como medida de saúde pública para a redução da incidência e mortalidade pelo câncer do colo do útero. Campanhas publicitárias na televisão, cartazes, mídia em geral, redes sociais e grupos de jovens serão, ainda, estratégias utilizadas para sensibilização.
8. Como funcionará a vacinação nas escolas?
As secretarias municipais de Saúde foram orientadas a programar a vacinação nas escolas públicas e privadas que aderiram à estratégia a partir do dia 10 de março. As instituições de ensino devem informar, com antecedência, aos pais ou responsáveis a data de vacinação. A recomendação do Ministério da Saúde é de que a primeira dose (de um total de três) seja aplicada nas escolas, as demais nos serviços de saúde. Na escola, a vacina será aplicada em ambientes seguro e adequado e por profissionais de saúde.
9. Para ser vacinada nas escolas, a adolescente precisa de autorização dos pais? E nos postos de saúde?
A vacinação contra o HPV é uma importante ação de saúde pública para a prevenção do câncer de colo do útero. Os pais que não quiserem que seus filhos sejam vacinados nas escolas deverão preencher o Termo de Recusa de vacinação contra HPV entregue pela própria escola e enviar para a instituição de ensino durante o período em que o ocorrer a vacinação nestas localidades. Nas unidades de saúde, a adolescente que queira se vacinar deve apresentar a caderneta de vacinação ou documento de identidade, sem a necessidade de autorização dos pais ou responsáveis.
10. Se a adolescente não puder comparecer no período de vacinação na escola, ela poderá vacinar em outro momento?Sim. A vacina estará disponível nas unidades de saúde.
11. Municípios que não iniciarem campanha de vacinação nas escolas no dia 10 de março poderão realizá-la posteriormente?
Sim. Cabe à secretaria municipal de saúde definir a estratégia o calendário de vacinação.
12. Como será feita a convocação para a segunda dose? E a terceira dose?
No momento em que a adolescente receber a primeira dose, será entregue a ela uma carta orientando sobre aonde se dirigir para a administração da segunda e terceira doses, que serão aplicadas em um serviço de saúde.
13. Adolescentes que já tomaram outros tipos de vacina contra o HPV, como devem proceder?
O Ministério da Saúde recomenda que a adolescente continue o esquema com a mesma vacina nos próprios serviços onde se iniciou a vacinação contra o HPV.
14. Se a adolescente que tiver feito a primeira dose na rede privada antes da campanha pode completar o esquema na rede pública?
Sim, a adolescente poderá tomar até duas doses seguintes na rede pública.
15. Que vacina contra o HPV será oferecida no SUS?
O Ministério da Saúde adquiriu a vacina quadrivalente, que confere proteção contra quatro tipos (6, 11, 16 e 18) do HPV. O esquema de vacinação adotado pelo Ministério da Saúde é chamado de “estendido” e composto por três doses, sendo que a 2ª dose deve ser aplicada seis meses após a 1ª e a 3ª dose, cinco anos depois da 1ª. O esquema “estendido” é recomendado pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS) e utilizado em países como Canadá, México, Colômbia e Suíça e garante maior duração da proteção fornecida pela vacina.
16. A vacina é administrada por via oral ou é injeção?
É por via intramuscular, injeção de apenas 0,5 ml em cada dose.
17. A vacina contra HPV provoca algum efeito colateral? O que fazer caso sinta alguns desses sintomas?
A vacina é muito segura. Pode ocorrer eventos adversos leves como dor no local da aplicação, inchaço e coloração avermelhada. Em casos raros, pode ocasionar dor de cabeça, febre maior que 38º C e desmaios. É importante ressaltar que a ocorrência de desmaios durante a vacinação contra HPV não está relacionada à vacina especificamente, mas sim ao processo de vacinação, que pode acontecer com a aplicação de qualquer produto injetável. Em caso de algum desses sintomas, o Ministério da Saúde recomenda que a adolescente procure uma unidade de saúde mais próxima relatando o que sentiu ou está sentindo.
18. Em quais situações a vacina contra o HPV não deve ser administrada?
A vacina é contraindicada a gestantes, meninas com hipersensibilidade ao princípio ativo da vacina (sulfato de hidroxifosfato de alumínio amorfo) e que apresentarem alguma reação alérgica grave após receberem a primeira dose.
19. Como foi adquirida a vacina pelo SUS?
Para a aquisição da vacina contra o HPV, o Ministério da Saúde firmou Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) com o laboratório público Instituto Butantan e o laboratório privado MerckSharpDohme (MSD). Será investido R$ 1,1 bilhão na compra de 41 milhões de doses da vacina durante cinco anos – período necessário para a total transferência de tecnologia ao laboratório brasileiro. Somente para 2014, foram adquiridas 15 milhões de doses. A PDP possibilitou uma economia estimada de R$ 83,5 milhões na compra da vacina em 2014. O Ministério da Saúde pagará R$ 31,02 por dose, o menor preço já praticado no mercado.
20. Meninas que já tiveram diagnóstico de HPV podem se vacinar?
Sim. Existem estudos com evidências de que a vacina previne a reinfecção ou a reativação da doença relacionada ao vírus nela contido.
21. A vacinação contra HPV substituirá o exame de Papanicolau?
Não. É importante lembrar que a vacinação é uma ferramenta de prevenção e não substitui o rastreamento do câncer de colo do útero em mulheres na faixa etária entre 25 e 64 anos. Assim, as meninas vacinadas só terão recomendação para o rastreamento quando atingirem a faixa etária preconizada para o exame Papanicolau e já tiverem vida sexual ativa.
22. Mesmo vacinada será necessário utilizar preservativo durante a relação sexual?
Sim, quando iniciarem a vida sexual, é imprescindível manter a prevenção por meio do uso de preservativo na relação. O preservativo protege, além do HPV, outras doenças transmitidas por via sexual, como HIV, sífilis, hepatite B, etc.

23. O que é HPV?

Sigla em inglês para Papilomavírus Humano (Human Papiloma Virus - HPV). Os HPV são vírus capazes de infectar a pele ou as mucosas. Existem mais de 150 tipos diferentes de HPV.

O HPV de tipos 16 e 18 causam a maioria dos casos de câncer de colo do útero em todo mundo (cerca de 70%). Já os de tipo 6 e 11, estão relacionados ao surgimento de verrugas genitais e papilomas laríngeos.
24. Como o HPV é transmitido?
O HPV é altamente contagioso, sendo possível contaminar-se com uma única exposição, e a sua transmissão se dá por contato direto com a pele ou mucosa infectada. A principal forma é pela via sexual, que inclui contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Portanto, o contágio com o HPV pode ocorrer mesmo na ausência de penetração vaginal ou anal. Também pode haver transmissão durante o parto. Embora seja raro, o vírus pode propagar-se também por meio de contato com mão.
25. O que é câncer de colo do útero?
É uma doença grave, caracterizada pelo crescimento anormal de células do colo do útero. Cerca de metade de todas as mulheres diagnosticadas com câncer de colo do útero tem entre 35 e 55 anos de idade. Muitas provavelmente foram expostas ao HPV na adolescência ou na faixa dos 20 anos de idade. Estima-se que 270 mil mulheres, no mundo, morrem devido ao câncer de colo do útero. No Brasil, o INCA estima o surgimento de 15 mil novos casos e cerca de 4,8 mil óbitos em 2014.
26. Como se prevenir da transmissão do HPV e do câncer de colo do útero?
As medidas de prevenção mais importantes são uso do preservativo nas relações sexuais, evitar ter muitos parceiros sexuais, realizar higiene pessoal, vacinar-se contra o HPV e realizar o exame Papanicolau. É importante lembrar que só a vacina contra o HPV não protege contra o vírus.
Blog da Saúde com informações da Agência Saúde



sábado, 29 de março de 2014

Barbeiro


                  Foi publicado no Amazônia Jornal no dia 27/ 03/2014 a provável descoberta da transmissão do mal de chagas através da contaminação do açai pelo barbeiro. Segundo pesquisas desenvolvidas no laboratorio da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Federal do Pará, a fêmea do barbeiro procura as rasas do açai atraídas pelo odor liberado pelo fruto durante a fermentação. esse processo natural libera substâncias químicas atípicas que na fêmea agem como ferormônios, ao chegar nas rasas de açai as fêmeas não encontram o macho, no entanto não retornam à floresta permanecem nas rasas de açai, onde defecam, como sabe-se é nas fezes onde se encontram as formas tripomastigotas metacíclicas responsáveis pela infecção dos seres humanos, o pesquisador responsável é o Hervé Rogez.
               Esta pesquisa teve inicio a seis anos atras e complementa outras pesquisas do mesmo autor que inicialmente analisou as qualidades nutricionais do fruto e sua perecibilidade.

Mais informações no site:http://www.ascom.ufpa.br/clipping/270314amazoniaacai.pdf


sábado, 22 de março de 2014

A LAMTT, gostaria de parabenizar a professora orientadora Drª Maribel Fernandez Fernandez pela participação no curso oferecido em Brasília: Recomendações da terapia antirretroviral em crianças infectadas pelo vírus HIV. 
Estamos todos ansiosos para termos acesso ao conhecimento e as novidades que este curso lhe proporcionou.


Redução dos casos de dengue

A mais nova notícia do Ministério da Saúde traz a todo o Brasil um pouco de esperança no combate à Dengue, a noticia foi divulgada no site:

http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/agencia-saude/10560-casos-de-dengue-caem-80-no-primeiro-bimestre-de-2014, no dia 19 de março, mas infelizmente mesmo diante desta vitória a nossa capital, Palmas, ainda é considerada uma das cidades de risco na transmissão da doença, então vamos à noticia:


Boa Leitura, meus caros......

No período, houve redução de 95% dos óbitos e de 84% dos casos graves. Ações de gestão contribuíram para a redução.Apesar da queda,Ministério da Saúde ressalta a necessidade da adoção de medidas preventivas.
             O número de casos por dengue teve queda de 80% na comparação do primeiro bimestre deste ano com o mesmo período do ano passado. O Ministério da Saúde registrou 87 mil notificações entre janeiro e fevereiro de 2014, contra 427 mil no mesmo período de 2013. A queda também foi observada em relação às ocorrências graves (84%) e óbitos (95%). Apesar da redução expressiva, o Ministério da Saúde ressalta a importância de manter-se o alerta e a necessidade de dar continuidade das ações preventivas.
            O ministro da Saúde, Arthur Chioro, e o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, apresentam o balanço de casos da dengue nesta terça-feira (18), em Brasília. Na ocasião, o Ministério da Saúde divulgou também o novo Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) - Mapa da Dengue, realizado em 1.459 municípios – 48% a mais de municípios do que a edição de 2013. O levantamento atual revela que 321 cidades brasileiras estão em situação de risco, 725 em situação de alerta e 413 em situação considerada satisfatória. 
         Para o ministro Arthur Chioro, apesar da redução nos números da dengue – resultado do esforço conjunto da população e dos governos municipais, estaduais e do Ministério da Saúde – é preciso manter as ações de prevenção. “Nós não podemos baixar a guarda. Não é porque estamos conseguindo, ainda que parcialmente, um excelente resultado em relação à dengue que deixaremos de nos preocupar nos próximos meses ou anos. Portanto, temos que continuar com esse esforço contínuo da sociedade e do poder público para garantir a segurança e saúde da população”, ressaltou.

CASOS - Todas as regiões do país reduziram o número de casos no primeiro bimestre de 2014. A região Sudeste obteve a maior redução, passou de 232,5 mil notificações em 2013 para 36,9 mil este ano. Em segundo lugar está o Centro-Oeste, que passou de 122,8 mil (2013) registros para 28,2 mil (2014); seguido do Nordeste, que teve queda de 29,6 mil (2013) para 7,9 mil (2014); Norte, de 22,3 mil (2013) para 6,9 mil (2014) e Sul, de 20,3 mil (2013) para 6,9 mil (2014).

Dez estados concentram 86% dos casos registrados em 2014. As cidades com o maior número absoluto são Goiânia (GO), 6.089; Luziânia (GO), 2.888; Aparecida de Goiânia (GO), 1.838; Campinas (SP), 1.739; Americana (SP), 1.692; Belo Horizonte (MG), 1.647; Maringá (PR), 1.540; São Paulo (SP), 1.536; Brasília (DF), 1.483; e Campo Belo (MG), 1.410. Desses municípios, seis apresentaram incidência maior que 300 casos por 100 mil habitantes, considerada alta: Goiânia (436,9), Luziânia (1.534), Aparecida de Goiânia (367,1), Americana (753,5), Maringá (399,2) e Campo Belo (2.627). Embora apareça na lista dos 10 municípios com mais casos, quatro cidades apresentaram incidência abaixo de 300 casos por 100 mil habitantes: Campinas (151,9), Belo Horizonte (66,4), São Paulo (13) e Brasília (53,2).

AÇÕES – As ações do Ministério da Saúde – realizadas em conjunto com estados e municípios – contribuíram para a redução nos números da dengue. Em novembro de 2013, o Ministério da Saúde dobrou o recurso adicional enviado para incrementar medidas de vigilância, prevenção e controle da doença. Ao todo, foram repassados R$ 363,4 milhões – 110% a mais do que em 2012. Além do repasse de recursos, o Ministério da Saúde tem ampliado o atendimento na Atenção Básica ao paciente com dengue, o que impacta na redução gradativa dos casos graves e óbitos.

            Para o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, a baixa letalidade é resultado dessa parceria entre as áreas de vigilância e de assistência à saúde. “Em 2011, nós fizemos um estudo sobre os óbitos por dengue para identificarmos o que chamamos de óbitos evitáveis - aquelas vítimas que, com intervenção de uma equipe da atenção básica ou da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), nós conseguiríamos evitar. Isso gerou um protocolo, implantado em conjunto com as secretarias estaduais e municipais de saúde, que fez com que o Brasil apresentasse uma das mais baixas taxas de letalidades da América Latina e Caribe. Servindo, inclusive, de modelo para outros países que combatiam a doença só no controle do vetor, sem o olhar pelo serviço de saúde”, explicou. Outra ação em expansão para combate à doença é o crescimento dos municípios participantes do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) - Mapa da Dengue. Entre janeiro e fevereiro de 2014, 1.459 municípios fizeram parte da pesquisa, o que significa um aumento de 48% em relação ao mesmo período de 2013, quando 983 cidades participaram do levantamento.
LIRAa - O levantamento é considerado um instrumento fundamental para orientar as ações de controle da dengue, o que possibilita aos gestores locais de saúde anteciparem as ações de prevenção. O levantamento é promovido em parceria com as secretarias municipais de saúde. Os municípios classificados como de risco apresentam larvas do mosquito em mais de 4% dos imóveis pesquisados. É considerado estado de alerta locais em que os imóveis pesquisados possuem larvas do mosquito entre 1% e 3,9%, sendo índice satisfatório nos locais abaixo de 1% de larvas do Aedes aegypti.
          Em relação às capitais, o LIRAa apontou situação de risco em Belém (PA); Palmas (TO); Porto Velho (RO) e Cuiabá (MT). Alerta em Boa Vista (RR); Manaus (AM); Maceió (AL); Natal (RN); Recife (PE); Salvador (BA); São Luís (MA); Aracaju (SE); Belo Horizonte (MG); Rio de Janeiro (RJ); Vitória (ES); Campo Grande (MS) e Goiânia (GO). Já Macapá (AP); Teresina (PI); Brasília (DF) e Curitiba (PR) apresentaram índice satisfatório.As demais capitais até o encerramento da avaliação, não haviam enviado informações.
         Além de mostrar o local com maior incidência, o mapa da dengue também revela o depósito de água onde foi encontrado o maior número de focos de mosquito. Os criadouros predominantes diferem de acordo com as regiões analisadas. 

Principais   criadouros - 2014
Região
Armazenamento   de água
Depósitos   domiciliares
Lixo
Norte
20,2%
27,4%
52,4%
Nordeste
75,3%
18,2%
6,5%
Sudeste
15,7%
55,7%
28,6%
Centro-Oeste
28,9%
27,3%
43,8%
Sul
12,9%
37%
50,1%

CAMPANHA - Desde janeiro, o Ministério da Saúde veicula campanha nacional de combate à dengue, com a participação do jogador Cafu, capitão da seleção pentacampeã do mundo de futebol, alertando para importância de se eliminar os criadouros do mosquito Aedes aegypt. Com o slogan “Não dê tempo para a Dengue”, as peças são veiculadas em TVs, rádio, internet, redes sociais e mídias impressa e exterior. O objetivo é mostrar que a prevenção leva pouco tempo, mas o suficiente para proteger familiares e vizinhos. O Ministério da Saúde investirá R$ 30 milhões na campanha da dengue em 2014.
Além do reforço na orientação à população, o Ministério da Saúde adquiriu 100 toneladas de larvicida, 227 mil litros de adulticida e 10,4 mil kits diagnósticos, que estão sendo enviados aos municípios. Para os profissionais, estão sendo distribuídos guias de classificação de risco e tratamento, além de capacitações por meio da Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS).
CUIDADOS - Aos primeiros sintomas da dengue (febre, dor de cabeça, dores nas articulações e no fundo dos olhos), a recomendação do Ministério da Saúde é procurar o serviço de saúde mais próximo e não se automedicar. Quem usa remédio por conta própria pode mascarar sintomas e, com isso, dificultar o diagnóstico.
Para diminuir a proliferação do mosquito, é importante que a população verifique o adequado armazenamento de água, o acondicionamento do lixo e a eliminação de todos os recipientes sem uso que possam acumular água e virar criadouros do mosquito. Além disso, é essencial cobrar o mesmo cuidado do gestor local com os ambientes públicos, como o recolhimento regular de lixo nas vias, a limpeza de terrenos baldios, praças, cemitérios e borracharias.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Resultado da seleção

É com muita satisfação que queremos informar o resultado do processo seletivo, os selecionados estão organizados e ordem decrescentes de acertos de questões:

1:Mariana de Carvalho Ramos: 14 acertos
2:Pablo C. Pedrosa: 13 acertos
3:Larissa Brito: 11 acertos

Parabéns aos aprovados, sejam bem-vindos a Liga Acadêmica de Medicina Tropical do Tocantins.

Fechando parcerias

 
Aguando para iniciar a reunião para fecharmos parceria com a Prefeitura Municipal de Porto Nacional

Defina caso suspeito de Dengue

Nós da Liga, encontramos este arquivo sobre definição dos casos de dengue muito legal. foi uma iniciativa da prefeitura de Londrina....olhem, afinal conhecimento é sempre bom....boa leitura...http://www1.londrina.pr.gov.br/dados/images/stories/Storage/sec_saude/protocolos_clinicos_saude/prot_dengue_orientacoes_casos_suspeitos.pdf